sexta-feira, 25 de março de 2011

Devaneios de um jovem pescador

Tradicionalmente preto, nasci como branco que desmorona o trapo e o farrapo da lua que morre sem vida, iluminada e sentida pelo eterno abandono do sol.
Caminhei pelo gigantesco deserto da mente que mente seu tamanho grotesco, suado e lavado, sem pena por ser plano, por compreender o sofrimento doce e contraditório que ilusiona o amor.
 Sinto informar tamanho descabido, porém não vejo o mundo merecedor de qualquer honestidade, e ainda me dou o trabalho de mentir.
Aprendo com a paciência da lua que espera calada o sol teimar em não deixar o dia acabar. Choro a alegria de ser água, mar, peixe... Então espero a maré baixar para somente me perguntar:
Como o escuro carece da falta de luz, ou a luz que não se permite ter um tanto de escuridão?
E distante o horizonte observava o que para ele também era o horizonte.

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