sexta-feira, 25 de março de 2011

Mundo, mundo, vasto mundo


O grande luar me entristece
Como um dia que nunca amanhece
Por causa da saudade que a lua tem do sol.

A manhã mal amanhecida
Se da por vencida
Ao ver que o galo se pôs a cantar.

E o sol se agarra as nuvens
Para não se afogar
E afundar no olhar da lua
Que se põe a chorar.

E em todo crepúsculo
O encontro é inevitável,
O desencontro é desesperado
E o sol se lamenta a sussurrar

E nosso deus, senhor deus
Não os deixam se encostar
Não os deixam deixar de olhar
Pois se não se amassem
Deixariam de brilhar

Se não sofressem
Parariam de tentar
Subir mais e mais alto nos céus
Para poderem se enxergar.

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